NASA descobre nova cratera lunar de 220 metros, classificada como impacto raro de frequência centenária

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 21/09/2026 14:20
NASA descobre nova cratera lunar de 220 metros, classificada como impacto raro de frequência centenária

Foto: via G1

A NASA anunciou a identificação de uma nova cratera na superfície da Lua, batizada de McGetchin, que mede cerca de 220 metros de largura e 43 metros de profundidade, resultante de um impacto considerado raro, com ocorrência estimada em torno de uma vez por século ou ainda menos frequente.

Os pesquisadores determinaram que o choque ocorreu em algum momento entre 11 de abril e 22 de maio de 2024, provocado por um asteroide ou cometa cujas dimensões seriam comparáveis a um edifício de três a seis andares.

A descoberta foi feita por acaso por Robert Wagner, especialista em imagens da empresa Intuitive Machines, que ao analisar rotineiramente os dados da sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO) cruzou mapas lunares de períodos distintos e identificou um ponto brilhante rodeado por um halo escuro, sinal de solo remexido. Wagner relatou que interrompeu todas as demais atividades para investigar a anomalia.

A LRO está em órbita lunar há mais de 17 anos e, nesse intervalo, já catalogou ao menos 1 000 novas crateras de impacto e cerca de 100 mil outras alterações na superfície associadas a colisões e aos detritos gerados por elas. A maioria das crateras registradas é bem menor; impactos que produzem estruturas de aproximadamente 9 metros de diâmetro acontecem cerca de 140 vezes por ano em toda a Lua.

De acordo com a NASA, a cratera McGetchin representa a maior formação recente já identificada no Sistema Solar. O evento também gerou uma zona ao redor da cratera, com cerca de 6,4 kilômetros de diâmetro, que apresenta temperaturas noturnas aproximadamente 9 °C mais baixas que as áreas vizinhas, consequência do regolito – camada de poeira e fragmentos rochosos – ter sido agitado e ficar menos denso, reduzindo sua capacidade de retenção de calor.

Os cientistas apontam que o estudo desse tipo de impacto pode aprimorar o planejamento de missões futuras à Lua, inclusive no que tange à circulação de veículos sobre o solo lunar. Os resultados foram publicados neste mês na revista científica Science Advances.

Com informacoes de G1.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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