Morre Carlos Alberto Dias, ex-jogador da Seleção e técnico do Ypiranga, aos 59 anos
O técnico do Ypiranga, Carlos Alberto Dias, de 59 anos, morreu na madrugada de domingo (5) enquanto conduzia a preparação da equipe para o Campeonato Pernambucano 2026/2027. O clube de Santa Cruz do Capibaribe oficializou o falecimento e informou que acompanhou o treinador durante todo o atendimento médico.
Segundo o Ypiranga, no sábado o treinador apresentou fadiga, febre, vômitos e diarreia, sendo medicado. No domingo pela manhã, com os sintomas persistentes, deu entrada na UPA de Santa Cruz do Capibaribe e, após avaliação e melhora, recebeu alta. Por volta das 22h, porém, voltou a sentir dor no peito, retornou à unidade de saúde e foi encaminhado ao Hospital Mestre Vitalino, em Caruaru, para avaliação cardiológica, onde não resistiu.
A causa da morte não foi divulgada oficialmente. Carlos Alberto já possuía histórico recente de problemas cardíacos: em janeiro deste ano deixou o comando do Humaitá, do Acre, poucos dias após o início da pré-temporada, após passar por procedimento de colocação de stent no coração, conforme informou o presidente do clube, Igor Cotta, ao GE. Na ocasião, o treinador foi liberado para retornar ao Rio de Janeiro e cuidar da saúde.
O Ypiranga anunciou Carlos Alberto em julho para comandar a equipe no novo Campeonato Pernambucano. Em setembro iniciou os trabalhos com o elenco, apresentado como “Máquina de Costura”, e vinha conduzindo a preparação para o Estadual. Em entrevista ao GE, o técnico destacou a satisfação de trabalhar em Santa Cruz do Capibaribe, a intenção de recolocar o Ypiranga em competições nacionais e a importância de integrar jovens das categorias de base ao elenco profissional.
Antes de entrar na carreira de treinador, Carlos Alberto teve destaque como meia. Defendeu os quatro grandes clubes do Rio de Janeiro – Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco – além de Grêmio, Paraná, Ceará e Coritiba. Pelo Botafogo marcou o gol que garantiu o título carioca de 1990 e foi vice‑campeão brasileiro em 1992. Também vestiu a camisa da Seleção Brasileira.
Como técnico, passou por Gama, Castanhal, Frei Paulistano, Guaporé e Humaitá antes de assumir o Ypiranga. O clube se preparava para a estreia no Campeonato Pernambucano, prevista para este mês. Não é a primeira vez que o futebol pernambucano perde um ícone; recentemente relatamos a morte de Hélio Carrasco, ex‑atacante do Ceará, que também sucumbiu a complicações de câncer.
Com informacoes de Globo Esporte.

