Lula parte para Nova Iorque com comitiva de 73 autoridades para a 81ª Assembleia Geral da ONU
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) partiu neste domingo, 20 de setembro de 2026, rumo a Nova Iorque, onde participará da abertura da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas.
O Diário Oficial da União, edição de 18 de setembro de 2026, divulgou a autorização de viagem para 73 pessoas, embora o número total da comitiva possa variar, pois dois despachos incluem servidores do Gabinete Pessoal e da Assessoria Especial sem especificar a quantidade, e novos nomes ainda podem ser incluídos.
A lista, disponível em PDF de 86 KB, reúne ministros, assessores, servidores e representantes de diferentes órgãos do governo; a primeira‑dama Janja Lula da Silva também está confirmada para a viagem.
Parte dos integrantes tem como destino a Semana do Clima de Nova Iorque, evento paralelo à programação da ONU que concentra reuniões sobre mudanças climáticas.
O presidente viajará acompanhado por quatro ministros – Mauro Vieira, das Relações Exteriores; Esther Dweck, da Gestão; Luiz Eloy Terena, dos Povos Indígenas; e Rachel Barros, da Igualdade Racial – cuja presença foi confirmada pelo Ministério das Relações Exteriores.
Diferentemente de missões anteriores à Assembleia Geral, desta vez não integrarão a comitiva os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos‑PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União‑AP), nem governadores. Como já mostramos em cobertura anterior, a presença de dezenas de autoridades nas missões à ONU tem sido recorrente, embora o tamanho da comitiva varie conforme o contexto político.
A agenda será mais curta: Lula participará da cerimônia de abertura na terça‑feira, 22 de setembro, e retornará ao Brasil no mesmo dia, em função do calendário eleitoral.
Em 2025, a delegação também foi reduzida, contando com seis ministros e dois governadores, reflexo das tensões nas relações entre Brasil e Estados Unidos.
Desde 1955, o Brasil abre o debate geral da Assembleia, e esta será a décima primeira participação de Lula como presidente; o discurso será seguido por Donald Trump, do Partido Republicano.
Segundo informações do governo, o discurso de Lula deverá enfatizar a negociação para solução de disputas, o respeito ao direito internacional humanitário, a não interferência nos assuntos internos de outros países, além de solicitar reforma da ONU, especialmente do Conselho de Segurança.
Também se espera a defesa da soberania e da democracia, o repúdio a interferências externas e a proposta de cooperação internacional no combate ao crime organizado, alinhado ao modelo de discurso apresentado em 2025, quando o presidente afirmou que “nossa democracia e nossa soberania são inegociáveis”.
O texto final do discurso ainda está em fase de elaboração pelo governo.
Lula tem encontro marcado com o prefeito eleito de Nova Iorque, Zohran Mamdani, na segunda‑feira, 21 de setembro.
Na terça‑feira, além do discurso, o presidente deverá se reunir com o secretário‑geral da ONU, António Guterres, que deixará o cargo em 31 de dezembro.
A agenda brasileira em Nova Iorque prossegue após a partida de Lula: na quarta‑feira, 23 de setembro, o chanceler Mauro Vieira participará de reunião da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza; na quinta‑feira, 24 de setembro, presidirá reunião ministerial da ZOPACAS (Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul).
Com informacoes de Poder360.

