Lauro Corona, galã da Globo, abandona "Vida Nova" por AIDS e falece aos 32 anos
No ápice de sua popularidade, Lauro Corona foi reconhecido como um dos maiores galãs da TV Globo nos anos 80, liderando o ranking de atores que mais recebiam cartas dos fãs.
Além de atuar em diversas produções do horário nobre, ele comandou o programa musical “Globo de Ouro” em 1985, consolidando sua presença na emissora.
Em 1988, o ator integrou o elenco principal de “Vida Nova”, novela escrita por Benedito Ruy Barbosa, interpretando o português Manuel Vitor, que vivia um romance proibido com a judia Ruth, personagem de Deborah Evelyn.
Com a saúde comprometida por complicações decorrentes do vírus HIV, Corona solicitou afastamento da trama alegando “estafa”, e a produção retirou seu personagem do enredo, explicando que Manuel Vitor havia retornado a Portugal.
Em busca de recuperação, o ator se recolheu a um sítio em Itatiba, interior de São Paulo, mas a doença avançou de forma irreversível.
Lauro Corona faleceu em 20 de julho de 1989, apenas dois meses após o término de “Vida Nova”. O laudo médico apontou infecção respiratória, septicemia, miocardite, insuficiência renal e hemorragia digestiva alta como causas da morte.
Em abril de 1989, Benedito Ruy Barbosa, autor da novela, expressou sua tristeza ao jornal O Dia, afirmando que a perda de Corona havia comprometido a condução da história.
A última cena gravada por Corona em “Vida Nova” tornou‑se emblemática: seu personagem despede‑se dos amigos em uma estação de trem, partindo numa noite escura enquanto recita versos de Fernando Pessoa, simbolizando um adeus duplo ao personagem e ao ator.
O caso evidencia o preconceito e a falta de tratamento eficaz que marcaram o início da epidemia de AIDS, mas o legado de Lauro Corona permanece vivo nas gravações disponíveis no Globoplay e na memória dos telespectadores.
Com informacoes de TV Foco.

