Karina Zeviani (1975‑2026) morre aos 51 anos; voz elegante e carreira internacional deixam legado

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 04/10/2026 06:20
Karina Zeviani (1975‑2026) morre aos 51 anos; voz elegante e carreira internacional deixam legado

Foto: via G1

Karina Stefania Zeviani, nascida em 1975 em Jaboticabal (SP) e falecida na noite de 1º de outubro de 2026, aos 51 anos, morreu em São José do Rio Preto (SP) em decorrência de complicações de câncer de mama que se espalhou para o fígado.

Antes de se consagrar como cantora, Zeviani iniciou carreira como modelo, migrando para São Paulo (SP) em busca de oportunidades. Após sete anos vivendo em cidades cosmopolitas como Londres (Inglaterra), Nova York (EUA) e Paris (França), ela retornou ao Brasil e se estabeleceu no Rio de Janeiro (RJ) em 2009, quando dividiu o palco com Caetano Veloso como convidada no show “Obra em progresso”.

Durante um período na Alemanha, Zeviani começou a cantar em bares, participando de karaokês e, ao agradar o público, foi contratada como cantora fixa de um estabelecimento local. Em 2003, já em Nova York, chegou a se apresentar no clube Nublu, no East Village, Manhattan. Foi nessa época que recebeu indicação de David Byrne, o que culminou em sua entrada como vocalista do coletivo norte‑americano Thievery Corporation, posição que assumiu em 2005.

A partir de 2008, Zeviani passou a integrar o grupo francês Nouvelle Vague, conhecido por mesclar lounge music e bossa nova em arranjos serenos. Em 20 de outubro de 2020, ela foi vista cantando “Sonhos” (1977), primeiro grande sucesso do cantor Peninha, na audição às cegas da nona temporada do programa “The Voice Brasil”. Poucos reconheceram que se tratava da mesma artista que, em 2005, havia se tornado vocalista do Thievery Corporation e, a partir de 2008, da Nouvelle Vague.

Seu único álbum solo, “Amor inventado”, foi gravado em 2011, lançado no final de 2012 e distribuído pela gravadora Som Livre a partir de janeiro de 2013. O disco trouxe faixas autorais como “Buiu”, parceria com Menino Josué, e “Muda mutante”, que faz alusão ao convite, em 2009, feito pelo guitarrista Sérgio Dias para que Zeviani assumisse os vocais do grupo Mutantes – convite que ela recusou para não abandonar a carreira solo.

Após “Amor inventado”, a discografia solo de Zeviani não avançou significativamente; apenas o single “De passagem” foi lançado em 2016. No entanto, ela deixou músicas gravadas para a ainda inédita animação “Ho‑Ho e o som do Brasil”.

A reportagem foi escrita por um jornalista carioca que escreve sobre música desde 1987, com passagens em O Globo e Bizz, e que acompanha a trajetória de artistas como Karina Zeviani ao longo dos anos.

Com informacoes de G1.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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