Itaú, BTG, Banco do Brasil, Santander e XP recomendam BTLG11 como consenso para outubro

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 06/10/2026 18:00
Itaú, BTG, Banco do Brasil, Santander e XP recomendam BTLG11 como consenso para outubro

Foto: via Estadão

Em outubro, as carteiras de fundos de investimento imobiliário (FIIs) recomendadas por Itaú BBA, BTG Pactual, Banco do Brasil, Santander e XP refletem cautela devido a juros elevados e tensões geopolíticas. O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) recuou 0,20% em setembro, registrando o quinto mês consecutivo em queda, mas a expectativa de redução da taxa Selic sustenta fundos de tijolo e multiestratégia.

O fundo BTLG11, do segmento logístico, aparece como consenso entre as cinco casas, integrando todas as recomendações e reforçando a preferência por ativos de qualidade, baixa vacância, contratos longos e gestão ativa.

O Itaú BBA manteve sua carteira sem alterações, composta por 12 FIIs com perfil defensivo. A instituição prioriza liquidez, gestão experiente e previsibilidade de rendimentos, mantendo foco em fundos de ativos financeiros favorecidos por juros ainda altos e sinalizando espaço de valorização para fundos de tijolo negociados com desconto, embora reconheça maior sensibilidade a ciclos econômicos e curvas de juros. O dividend yield corrente da carteira é de 10,6% ao ano.

O BTG Pactual realizou ajustes pontuais. Recebíveis representam 44% do portfólio e 33% dos fundos selecionados são geridos pela Kinea. No segmento de shopping centers, o fundo HGBS11 foi retirado, enquanto VISC11 foi incluído por seu potencial de retorno e geração de renda recorrente. As posições em RBRY11 (recebível) e BRCO11 (galpões logísticos) foram reduzidas, ao passo que a exposição a VILG11 (galpões logísticos) foi aumentada. O multiestratégia KNHF11 entrou na carteira, atraído por desconto em relação ao histórico e distribuição de rendimentos. O dividend yield anualizado da carteira é de 11,3%, dividido entre a sub‑carteira "Renda" (fundos maduros e resilientes) e a sub‑carteira "Ganho" (teses que negociam com desconto e maior volatilidade).

O Banco do Brasil não alterou sua estratégia para outubro. O portfólio permanece dividido entre a Carteira Renda, que busca dividendos previsíveis, e a Carteira Ganho, que procura valorização de cotas. Os destaques positivos na sub‑carteira Renda foram os recebíveis XPCI11 e HGCR11, que apresentam linearização de dividendos interessante frente a leituras mais amenas do IPCA em junho, julho e agosto. Na sub‑carteira Ganho, o Capitânia Shoppings (CPSH11) chamou atenção por perspectivas de dividendos lineares até o fim de 2027 e aquisições que incrementaram a receita recorrente.

O Santander manteve sua carteira recomendada para outubro sem alterações, composta por 11 FIIs e mantendo maior peso em recebíveis imobiliários, que representam 34,5% da carteira.

A XP, juntamente com o BTG, realizou ajustes pontuais em sua lista para outubro, embora os fundos específicos alterados não tenham sido divulgados.

No cenário global, a combinação de juros elevados nas principais economias e tensões geopolíticas continua pressionando ativos de risco. No Brasil, o período eleitoral, as incertezas fiscais e as dúvidas sobre a trajetória da Selic alimentam volatilidade, mantendo pressão sobre o IFIX, que encerrou setembro em queda de 0,20% e registrou o quinto mês consecutivo no campo negativo. As expectativas para a trajetória da Selic ajudam a sustentar a tese de valorização dos fundos de tijolo e multiestratégia que negociam abaixo do valor patrimonial, enquanto fundos de recebíveis permanecem relevantes pela geração de renda e proteção contra a inflação.

Com informacoes de Estadão.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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