Interrupção do consumo de álcool traz múltiplos benefícios ao organismo, aponta especialista

Por Maria Eduarda Carvalho Lima em Rio Verde, GO 23/09/2026 08:05
Interrupção do consumo de álcool traz múltiplos benefícios ao organismo, aponta especialista

Foto: via Gshow

A interrupção do consumo de álcool acelera a recuperação do fígado, reduzindo o acúmulo de gordura, e traz benefícios ao sistema digestivo ao diminuir os refluxos.

Sem a bebida, a qualidade do sono melhora significativamente, proporcionando mais disposição diária, e a redução do inchaço corporal ocorre pela menor ingestão calórica e de líquidos.

Pesquisas apontam que a abstinência cresceu entre os jovens brasileiros em 2025, e suspender o álcool diminui, a longo prazo, o risco de vários tipos de câncer.

Leonardo adotou o ‘zero álcool’ após alteração em exame: ele está há mais de 20 dias sem beber depois que exames de rotina apontaram uma alteração nos índices de triglicérides. A pausa, recomendada pela equipe médica do cantor, deve durar 30 dias, quando novos exames serão feitos para avaliação. O período chamou atenção nas redes sociais depois que Poliana Rocha celebrou a mudança e afirmou ter percebido o cantor “mais leve, mais jovem, mais saudável”.

✅ Baixe o globopop, o app de vídeos verticais da globo

A experiência do sertanejo acontece em um momento em que ficar sem álcool também aparece como uma escolha cada vez mais presente entre os brasileiros.

Segundo a pesquisa “Álcool e a Saúde dos Brasileiros: Panorama 2025”, 64% dos entrevistados declararam não ter bebido em 2025. Entre os jovens, a mudança foi ainda mais expressiva: a abstinência passou de 46% para 64% entre pessoas de 18 a 24 anos e, de 47% para 61%, na faixa dos 25 aos 34 anos.

De acordo com Patrícia Holanda Almeida, gastroenterologista e hepatologista do Einstein Hospital Israelita, algumas mudanças podem começar a aparecer já nas primeiras semanas e é possível medir mudanças metabólicas objetivas — embora isso dependa da quantidade e da frequência com que a pessoa bebia. “Um estudo publicado na BMJ Open acompanhou pessoas que consumiam álcool regularmente e mostrou que, após um mês sem beber, houve redução de cerca de 26% da resistência à insulina, além de melhora da pressão arterial, do peso e de exames relacionados ao fígado”.

A psicóloga Tatiana Vainboim, especialista em psico‑oncologia, não deixa de ponderar os desafios que envolve abandonar o hábito, que ainda é muito associado a momentos de relaxamento, mas que entender a importância dessa mudança é essencial: “O álcool era utilizado para relaxar, socializar ou lidar com ansiedade e estresse, então é preciso desenvolver outras estratégias para exercer essas mesmas funções. A mudança não envolve apenas retirar a bebida, mas construir novas formas de lidar com as emoções, com a rotina e com as situações sociais”.

Entre os órgãos diretamente afetados pelo álcool, o fígado é um dos que apresentam maior capacidade de recuperação. A esteatose, caracterizada pelo acúmulo de gordura no órgão, está entre as alterações mais reversíveis e pode regredir de forma importante em poucas semanas de abstinência, acompanhada pela melhora das enzimas hepáticas. A situação é diferente quando existe fibrose ou cirrose. Nesses casos, a recuperação pode ser mais lenta e apenas parcial, mas eliminar o álcool continua sendo essencial.

Um estudo da publicação “Journal of Hepatology” analisou 633 pacientes com cirrose alcoólica descompensada e mostrou que cerca de um terço conseguiu atingir critérios de recompensação do fígado ao longo de cinco anos de abstinência: “Portanto, houve recuperação da função hepática e desaparecimento de complicações importantes em parte desses pacientes. E quanto mais cedo a pessoa parava de beber, maior era a chance de recuperação”, destaca a médica.

Isso não significa, porém, que todo dano seja reversível. Almeida alerta que, em quadros avançados, podem permanecer cicatrizes, alterações da circulação do fígado e outras complicações, além da necessidade de acompanhamento para o risco de câncer de fígado.

Os impactos da interrupção do álcool também refletem em outras partes do sistema digestivo. Segundo Patrícia, o consumo excessivo pode favorecer refluxo e irritar a mucosa do estômago, contribuindo para sintomas como azia, queimação e desconforto abdominal.

No intestino, o álcool pode prejudicar a barreira intestinal e aumentar sua permeabilidade, facilitando a passagem de produtos bacterianos para a circulação: depois de seis semanas de abstinência, é possível ver uma redução de marcadores relacionados a essa transição do intestino para o sangue.

Algumas pessoas também notam um alívio naquela sensação de inchaço, mas não necessariamente porque estão fazendo um “detox”: “Isso pode ocorrer pela combinação de menos calorias, menos bebidas gaseificadas, menor retenção de líquidos e melhora dos sintomas gastrointestinais”.

A ressalva fica apenas na microbiota que, de acordo com a especialista, depende de vários fatores — como alimentação, medicamentos, exercício e peso corporal — para se reequilibrar e “voltar ao normal”.

É claro que todas estas vantagens fazem parte de um panorama cada vez mais adotado por celebridades e pelo público em geral, reforçando a importância de escolhas saudáveis para a manutenção da qualidade de vida.

Com informacoes de Gshow.

Maria Eduarda Carvalho Lima

Sobre o Autor: Maria Eduarda Carvalho Lima

Duda é a repórter de entretenimento do MOTNAF.NEWS. Vive antenada no mundo dos famosos, das novelas e dos realities — se aconteceu na TV ou no streaming, ela já sabe de tudo. Acompanha cada estreia, cada affair e cada reviravolta com o faro de quem respira cultura pop. Do BBB à Netflix, nenhuma fofoca escapa do radar dela. Curte tanto os bastidores das gravações quanto as histórias que emocionam o público. Traz a notícia quentinha na hora, sempre com fato e sem espalhar boato. Escreve leve, divertida e com aquele charme que só quem ama o mundo artístico tem. Seu compromisso é te deixar por dentro de tudo que dá o que falar, com informação confiável. Cada matéria é feita pensando em quem ama uma boa história. É MOTNAF.NEWS, é entretenimento de verdade.