Influenciador Gabriel Spalone tem prisão preventiva decretada após acusação de extorsão e ameaça de vínculo ao PCC
Gabriel Spalone, influenciador digital e empresário, teve a prisão preventiva decretada nesta sexta‑feira (9) após ter sido detido na quinta‑feira (8) sob suspeita de extorsão e ameaça a dois empresários.
A acusação indica que Spalone cobrava uma dívida dos empresários, afirmou ser integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) e chegou a ameaçar sequestrar os familiares das vítimas caso não recebesse o valor exigido.
Antes da prisão no Brasil, Spalone foi capturado na Argentina por ação da Interpol, extraditado ao país e responde a processo por furto qualificado relacionado ao desvio de R$ 146 milhões.
Segundo a polícia, as empresas de Spalone operavam um esquema de PIX indireto de forma ilegal, realizando mais de 600 transferências entre contas bancárias.
O influenciador foi alvo de uma operação policial em 2025 contra um suposto esquema de desvio de R$ 146 milhões por meio do PIX e, após a prisão, foi encaminhado ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Osasco, na Grande São Paulo.
O mandado de prisão temporária, com prazo de cinco dias, foi cumprido por policiais civis da 1ª Delegacia Antissequestro, do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope).
A defesa de Spalone argumenta que a conversão da prisão temporária em preventiva em apenas dois dias demonstra ilegalidade e perseguição por parte da polícia e do Ministério Público, e pretende requerer a revogação da medida, bem como impetrar habeas corpus, afirmando que nunca houve ameaça, extorsão ou vínculo com o PCC.
A justiça argentina mantém a prisão de Gabriel Spalone.
Spalone é acusado de ameaçar Márcio Eduardo Nozari e Marcel Rosica Anconi, sócios da empresa Cargobr Transportes Ltda., em disputa envolvendo uma dívida milionária.
De acordo com a acusação, após ser solto no âmbito da investigação sobre o suposto desvio de R$ 146 milhões, o influenciador passou a cobrar dos empresários uma quantia que alegava ter a receber; os empresários alegam ter compensado a dívida com valores de outro negócio envolvendo Márcio e Spalone, o que teria causado prejuízo financeiro.
A divergência sobre essa compensação teria motivado as cobranças e, segundo a denúncia, Spalone passou a ameaçar os dois empresários e o advogado deles, identificado como Bruno, afirmando ser integrante do PCC e ameaçando sequestrar familiares caso não fosse pago.
A Justiça de Osasco autorizou a prisão temporária do influenciador, que compareceu a audiência de custódia nesta sexta‑feira (9) para verificação de eventuais irregularidades no cumprimento da medida; nenhuma irregularidade foi identificada e ele permanece preso.
Em fevereiro do mesmo ano, Spalone recebeu liberdade provisória expedida pela Justiça após ter sido preso pela Interpol na Argentina e extraditado para o Brasil, mas continua respondendo a processo criminal por furto qualificado e associação criminosa, relacionados ao esquema de R$ 146 milhões.
Fotos divulgadas mostram a prisão do influenciador no aeroporto de Buenos Aires, na Argentina.
Em setembro de 2025, Spalone foi detido ao pousar no Aeroporto Internacional de Buenos Aires após ter sido incluído na lista vermelha de procurados da Interpol; a operação contou com apoio da Polícia Federal, da Polícia Civil de São Paulo e das autoridades da Argentina, Panamá, Paraguai e Estados Unidos.
Após passagem por Dubai, ele foi detido no Panamá, mas liberado por não constar na lista da Interpol; horas depois foi incluído no alerta vermelho da organização internacional, o que resultou em sua prisão em Buenos Aires e posterior extradição ao Brasil.
No mesmo ano, a Delegacia de Crimes Cibernéticos da Polícia Civil de São Paulo realizou busca e apreensão e mandados de prisão temporária contra Spalone, mas o influenciador não foi localizado naquele momento.
Ele continua suspeito de participação em um esquema que desviou R$ 146 milhões via PIX de um banco e de empresas vítimas das transferências ilegais.
Outras duas pessoas foram presas no âmbito da investigação: Guilherme Sateles Coelho e Jesse Mariano da Silva, que teriam se beneficiado em quase R$ 75 milhões do esquema.
A Polícia Federal do Panamá também chegou a deter o influenciador e empresário Gabriel Spalone em ação conjunta com autoridades brasileiras.
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Com informacoes de G1.

