Homem que afirma ter matado 80 pessoas é preso vestindo peruca e vestido feminino e ligado ao furto de armas históricas usadas contra Lampião

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 18/09/2026 22:40
Homem que afirma ter matado 80 pessoas é preso vestindo peruca e vestido feminino e ligado ao furto de armas históricas usadas contra Lampião

Foto: via G1

Jorlan Lopes da Silva foi preso vestindo peruca, vestido feminino, sandálias femininas, óculos escuros e unhas pintadas, após ter sido localizado em Mulungu no domingo, 13 de setembro. Durante a abordagem, o suspeito teria retornado à sua residência, tomado um revólver e deixado uma criança desacompanhada; a identificação ocorreu graças a uma tatuagem visível.

Ao ser interrogado, Jorlan declarou ter cometido cerca de 80 homicídios ao longo da vida. A Polícia Civil da Paraíba está confrontando a alegação com investigações, provas técnicas e registros de homicídios, conforme afirmou o delegado Douglas Garcia.

O homem é apontado como um dos envolvidos no furto de armas históricas ocorridos em 7 de setembro em uma fazenda localizada no município de Capim, no Litoral Norte da Paraíba. As armas, guardadas pelo proprietário em um baú enterrado, eram rifles calibre .44 Winchester (três unidades), uma espingarda calibre 12 e uma arma de pressão por ação de mola, todas utilizadas pelos “volantes” – forças policiais móveis que combateram cangaceiros, inclusive o bando de Lampião, na década de 1930.

Investigações revelaram que um trabalhador rural, que prestava serviços ao proprietário da fazenda, indicou a existência e a localização do material aos autores do roubo. Esse trabalhador já possuía mandado de prisão em aberto por homicídio e também foi detido.

Além de Jorlan e do trabalhador rural, a polícia identificou e prendeu dois outros suspeitos do furto. Um deles, de 45 anos, foi autuado pelos crimes de receptação e por infrações previstas no Estatuto do Desarmamento.

Um adolescente de 17 anos, considerado o “braço direito” de Jorlan, foi apreendido na sexta‑feira, 18 de setembro, na cidade de Cabedelo. O jovem é suspeito de nove assassinatos na região do Vale do Mamanguape e, especificamente, de ter matado um outro jovem em Mamanguape no dia 12 de setembro, durante a concentração de um evento político na Praça da Juventude, que contava com a presença do deputado federal e presidente da Câmara dos Deputados Hugo Motta (Republicanos) e do prefeito Joaquim Fernandes (PSB). A Polícia Civil vinculou o crime à disputa entre facções criminosas, descartando motivação política.

A prisão do adolescente ocorreu em operação conjunta da Polícia Civil e da Polícia Militar. O boletim de ocorrência foi registrado na Central de Polícia Civil de Mamanguape, também no Litoral Norte paraibano.

Durante a mesma operação em Mulungu, foram detidos ainda dois homens suspeitos de envolvimento em diversos crimes na região, todos ligados à mesma facção criminosa, conforme relatado pelo delegado Marcos Paulo Sales.

Com informacoes de G1.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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