Grêmio e Corinthians à beira do rebaixamento: crises institucionais e resultados críticos marcam a temporada
Os últimos confrontos do Brasileirão deixaram Grêmio e Corinthians em posições de alerta máximo na zona de rebaixamento, com cada clube acumulando problemas estruturais que vão além dos resultados em campo.
Desde a chegada de Eduardo Baptista ao Internacional, a equipe mostrou maior atenção e confiança nos dois jogos disputados, conseguindo vencer o Corinthians e empatar fora de casa com o Grêmio, ambos concorrentes diretos na batalha contra o Z‑4.
Na partida entre Grêmio e Inter, encerrada em 1 a 1, o técnico Renato Gaúcho concedeu entrevista incendiária, apontando a direção do clube como responsável pela montagem do elenco, criticando a quantidade de jogadores estrangeiros no plantel e questionando a qualidade geral do grupo.
Após a derrota de 4 a 1 para o Palmeiras, o zagueiro corintiano Gabriel Paulista, com lágrimas nos olhos, cobrou publicamente a diretoria e descreveu a situação como um pesadelo.
O Grêmio, já dentro da zona de rebaixamento, encara uma tabela extremamente difícil, com confrontos contra quatro dos seis primeiros colocados nas próximas rodadas. O técnico ainda não conseguiu melhorar o rendimento da equipe, que apresenta um vazio tático atribuído, em grande parte, ao antecessor Luís Castro. Renato já sinalizou que, em caso de eventual queda, a responsabilidade não será dele e não se surpreenderia se deixasse o clube antes do fim da competição.
O Corinthians vive uma sequência de oito derrotas consecutivas no Brasileirão, ocupando a mesma pontuação que o Inter, que está na 17ª posição. O clube passou duas semanas com Fernando Diniz como treinador, mas o demitiu logo após o retorno dos jogos, recorrendo a um interino para o clássico contra o Inter. No dia do Derby, o Corinthians anunciou a contratação de Ruud Gullit Seedorf, que não atua como treinador há sete anos.
Além das crises em campo, o Corinthians enfrenta uma dívida que ronda os R$ 3 bilhões e está sob risco de intervenção judicial. Renato, ao criticar a montagem do elenco do Grêmio, também fez alusão ao modelo de gestão que tem prejudicado o Corinthians, onde diretorias sucessivas têm contribuído para a destruição institucional do clube.
Seedorf terá apenas oito partidas para reverter a tendência de rebaixamento do Corinthians. Caso não consiga, pode ser forçado a apontar a torcida que a culpa pela queda não recai sobre ele, seguindo o mesmo caminho já trilhado por Renato Gaúcho.
Com informacoes de ge.

