Giulia Be escolhe Igreja Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé, onde princesa Isabel se casou há mais de 160 anos, para seu casamento com Conor Kennedy
Realizada em 15 de outubro de 1864, a cerimônia de casamento entre a princesa Isabel e o conde d’Eu foi um dos eventos sociais mais marcantes da época, ocorrida na então Capela Imperial, hoje conhecida como Igreja Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé.
Naquele período, a igreja, que já era chamada de Capela Imperial, concentrava importantes celebrações da monarquia, incluindo as coroações de Dom Pedro I e de Dom Pedro II.
A união da princesa Isabel com o conde d’Eu também tinha dimensão dinástica, pois aproximava a família imperial brasileira da Casa de Orléans, ligada à antiga monarquia francesa.
A cerimônia foi celebrada por Dom Manoel Joaquim da Silveira, arcebispo da Bahia e primaz do Brasil, conforme registros históricos reunidos pela Brasiliana Fotográfica, projeto da Biblioteca Nacional.
A história do templo remonta ao período colonial, mas sua importância cresceu com a chegada da corte portuguesa ao Rio de Janeiro, em 1808, quando Dom João VI transformou a igreja em Capela Real.
Após a Independência, em 1822, o local passou a ser chamado de Capela Imperial.
A igreja manteve sua relevância religiosa até 1976, quando a inauguração da atual Catedral Metropolitana de São Sebastião transferiu a sede episcopal, e o templo passou a ser conhecido como Igreja Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé.
Agora, a construção histórica volta ao centro das atenções com o casamento de Giulia Be e Conor Kennedy, que integra uma programação de três dias no Rio de Janeiro.
A celebração começa com um jantar de boas‑vindas, segue com uma bênção aos pés do Cristo Redentor e termina com a cerimônia religiosa na Igreja Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé, seguida de festa em uma mansão no Jardim Botânico.
Com informacoes de O GLOBO.

