Estudante e modelo denunciam agressão homofóbica dentro de prédio da UFRJ após festa "Pizzada"
Na noite de sexta-feira, por volta das 23h, um estudante de doutorado e um modelo foram agredidos ao deixarem um evento chamado “Pizzada”, realizado em um prédio da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Os dois jovens, identificados como Guilherme Couto, 34 anos, e Pablo Dominguez, 26 anos, publicaram um vídeo nas redes sociais relatando a violência; Couto é também professor da UFRJ, enquanto Dominguez atua como modelo.
De acordo com o relato, a primeira agressão começou quando um homem se aproximou e colidiu bruscamente no braço de Coutou próximo a uma escada, provocando-o e perguntando se ele queria brigar.
Dominguez acrescentou que o agressor utilizou xingamentos de cunho homofóbico ao esbarrar em Coutou, dizendo: “Quer apanhar, viadinho?”.
Couto descreveu que, inicialmente, pensou tratar‑se de uma brincadeira ou de um simples deboche, mas rapidamente percebeu estar no chão recebendo vários chutes, enquanto cerca de cinco pessoas ao redor participavam da agressão.
Depois do primeiro confronto, o casal seguiu em direção à casa, mas encontrou novamente o mesmo grupo no caminho de volta. Enquanto esperava no ponto de ônibus, Coutou confrontou um dos homens, chegou a acertar um soco, mas acabou sendo empurrado ao chão e a situação evoluiu para uma briga mais generalizada.
O caso foi registrado na Polícia Civil, na 44ª Delegacia de Polícia (Inhaúma), e encaminhado para a 37ª Delegacia (Ilha do Governador). As vítimas realizaram exame de corpo de delito e as investigações continuam em andamento.
Coutou ressaltou que, além de ser aluno, exerce a função de professor na UFRJ e esperava segurança dentro do campus. Ele afirmou não saber se a universidade poderá agir, pois não há confirmação de que os agressores sejam estudantes da instituição. Contudo, citou que, graças a uma mordida que recebeu, os legistas conseguiram registrar a arcada da lesão, o que pode ajudar na identificação de ao menos um dos agressores.
No vídeo, Coutou expressou tristeza ao relatar a violência ocorrida em ambiente universitário, destacando que tanto ele quanto Dominguez se sentem inseguros em um local que deveria garantir proteção.
Com informacoes de O GLOBO.

