Elis Lima Carneiro, gêmea diagnosticada com progéria, morre aos 5 anos em Boa Vista
Elis Lima Carneiro, de cinco anos, morreu na quarta‑feira (30) em Boa Vista, capital de Roraima, após lutar contra a progéria de Hutchinson‑Gilford, uma condição genética que provoca envelhecimento precoce.
Elis era irmã gêmea de Eloá Lima Carneiro, também portadora da mesma síndrome; as duas eram reconhecidas como as únicas gêmeas no mundo com o diagnóstico, segundo reportagem publicada pelo G1 em 2023.
A morte foi anunciada no perfil das irmãs no Instagram por meio de um vídeo gravado pelo irmão, Guilherme Lago, que cuidava das meninas. No vídeo, Guilherme afirmou que Elis foi muito forte, “nos surpreendeu muitas vezes e viveu cercada de amor”, e acrescentou que “hoje a Elis descansa no Senhor” e que a família se despede “com muito carinho”. A causa da morte não foi informada.
O caso ganhou grande repercussão nas redes sociais, transformando as gêmeas em um fenômeno de internet que recebeu apoio e mensagens de carinho de milhares de seguidores. Elas foram destaque em outras matérias do G1, como “Gêmeas com síndrome do envelhecimento viram fenômeno na internet e conquistam fãs” e “Gêmeas com síndrome do envelhecimento passam primeiro Natal com diagnóstico da condição: ‘ano de conquistas para elas’”.
Em maio de 2026, no último aniversário das meninas, elas comemoraram a data separadamente: Eloá estava internada, enquanto Elis permanecia em casa.
A progéria de Hutchinson‑Gilford é uma síndrome rara que acelera o envelhecimento em cerca de sete vezes a taxa normal. De acordo com a neuropediatra Charlote Briglia, que acompanhou as gêmeas, os principais sinais incluem baixo crescimento, queda de cabelo, ausência de gordura corporal e muscular, pele fina e sensível, veias aparentes, voz aguda, rigidez articular, fragilidade óssea e dificuldades nutricionais. A condição também pode comprometer os sistemas cardiovascular e vascular, provocando desgaste precoce da pele e maior sensibilidade à luz solar.
Elis e Eloá foram os primeiros casos da síndrome atendidos pela rede estadual de saúde de Roraima, representando possivelmente o primeiro registro mundial de gêmeas com progéria.
Com informacoes de G1.

