DNIT adia implosão da ponte dos Mosquitos na BR-135 por falta de autorização legal
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) comunicou que a implosão da Ponte sobre o Estreito dos Mosquitos, programada para o próximo dia 18, foi adiada em razão da necessidade de concluir autorizações legais pendentes.
De acordo com o órgão, o município de Bacabeira já concedeu a autorização para a realização do serviço; entretanto, o DNIT ainda aguarda o aval do município de São Luís, passo indispensável para solicitar ao Exército Brasileiro a permissão de uso de explosivos.
O Exército exige, como condição, a apresentação de uma declaração de ausência de impedimento para a execução da obra, documento que será requisitado assim que a aprovação municipal for obtida, permitindo então a definição de nova data para a demolição.
Em nota oficial, o DNIT explicou que a etapa de implosão da ponte, também conhecida como Estreito dos Coqueiros, precisou ser remarcada devido à necessidade de concluir as autorizações e a documentação exigida pelos municípios envolvidos.
Paralelamente, o Ministério dos Transportes e o DNIT anunciaram que a obra de reconstrução do lado esquerdo da ponte terá início em 10 de setembro de 2026. O contrato da obra tem valor de R$ 176,7 milhões, com ordem de serviço emitida em 1º de setembro de 2026 e publicação no Diário Oficial da União na mesma data, e tem previsão de conclusão em 2027, ainda sem data definitiva para entrega.
Inspeções realizadas na estrutura identificaram deslocamento de blocos de concreto, corrosão da camisa metálica, elevado grau de fissuração, intensa exposição e oxidação das armaduras e perda de rigidez estrutural, fatores que levaram à decisão de demolição controlada e construção de uma nova travessia, de forma gradual, para não comprometer a parte da ponte que permanece em operação.
O lado direito da ponte continua em pleno funcionamento, tendo recebido obras de melhoria e recuperação das juntas de dilatação, o que resultou em melhores condições de circulação. O DNIT afirma que a ponte está sendo monitorada 24 horas por dia, não apresenta anormalidades e não haverá implantação de sistema de “Pare e Siga” durante a execução das obras.
O projeto da nova estrutura ficará sob responsabilidade do Consórcio Ponte Estreito Maranhão, formado pelas empresas Construtora A. Gaspar S/A e Arteleste Construções Ltda., contratado por meio do Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC), abrangendo todas as etapas, desde estudos e projetos até a construção da nova ponte.
A Ponte Marcelino Machado, sobre o Estreito dos Mosquitos, na BR‑135, é composta por duas estruturas paralelas: a de entrada para São Luís, com 459 metros de extensão, e a de saída da capital, com 465 metros. A estrutura que será demolida corresponde à de entrada, construída em 1960; a de saída foi erguida posteriormente, durante a ampliação do acesso à ilha.
Originalmente projetada para suportar veículos de até 24 toneladas, padrão adotado na época, a ponte já ultrapassou esse limite, visto que as normas atuais exigem capacidade para veículos de até 45 toneladas, indicando que a estrutura cumpriu sua vida útil sob um padrão de carga já superado pelo transporte rodoviário brasileiro.
Com informacoes de G1.

