Danielle Winits estreia em novela vertical que retrata abuso psicológico e revela ter sofrido diversas violências
Danielle Winits fala sobre papel na novelinha "Eu Não Era Louca, Era Casada"; a produção estreou nesta terça-feira (6) no Globoplay, dois anos depois de atuar em "Família é Tudo" e marca o retorno da atriz a um novo formato vertical que tem o gaslighting como fio condutor da trama.
Em papo com o Gshow, a atriz elogia a abordagem do gaslighting e das inúmeras vertentes de violência — física, patrimonial, verbal — e afirma que o gaslighting é parte integrante dessa gama gigantesca de violências contra a mulher e que precisa, mais do que necessita, estar hoje em dia dentro do contexto da dramaturgia, pois, senão, fica só nesse âmbito informativo e investigativo.
Danielle explica que o assunto foi recorrente ao longo da sua vida porque já passou por diversas situações de violência; ela se descreve como mulher que já sofreu todos os tipos de violência que se possam elencar, e diz que nada é mais necessário hoje do que colocar luz sobre tudo o que acontece de fato dentro de uma dramaturgia, buscando se curar ao longo do tempo de vida das tantas violências que já sofreu, e que, como atriz, sente que é um presente poder também se curar através do seu trabalho.
Na trama, a atriz dá vida à psiquiatra Regina e faz um balanço da sua trajetória artística, dizendo que está feliz e realizada, que o ofício exige da gente uma vida quase que cigana, que fica até emocionada de poder estar aqui de novo, rever os amigos nesse novo projeto das novelas verticais, e que não pode ter medo de abraçar o novo.
Danielle destaca que a chegada ao novo formato a aproxima ainda mais de uma geração, representada por seus filhos Noah (19) e Guy (15); ela afirma que tem fãs crianças, pequenininhas, que adoram os filmes que faz e não a assistiram em novela, que talvez nem saibam que já fez inúmeras novelas e minisséries, e que esse público se renova.
Ela acrescenta que os filhos ficaram muito felizes, porque por muito tempo eles não a viram em novela; eles a assistiram em "Família é Tudo", mas eram pequenos ainda, e que esse novo formato faz parte da geração dos seus filhos, que já consomem esse tipo de conteúdo.
Entenda a história de "Eu Não Era Louca, Era Casada": a trama acompanha Beatriz (Fernanda Rodrigues), uma galerista bem-sucedida que começa a questionar a própria sanidade após enfrentar situações misteriosas e inexplicáveis, sem imaginar que está no centro de uma armação do próprio marido, Vitor (Ricardo Pereira), com a ajuda da amante, Lúcia (Bárbara Reis).
Não é a primeira vez que a Globo aposta em formatos inovadores; já havia anunciado a aquisição de direitos de animes como "Dragon Ball" e "Digimon" para edição especial da TV Globinho, reforçando sua estratégia de diversificar a grade e experimentar novas linguagens, como as novelas verticais.
Com informacoes de Gshow.

