Bolsas europeias recuam 1% diante de risco fiscal e alta do petróleo

Por Ronaldo Batista Souza em Rio Verde, GO 07/10/2026 15:25
Bolsas europeias recuam 1% diante de risco fiscal e alta do petróleo

Foto: via Money Times

As bolsas europeias encerraram a sessão de quarta‑feira em queda, corrigindo ganhos recentes e reagindo a preocupações políticas e ao déficit, sobretudo na França. Investidores também observaram a retomada da alta dos preços do petróleo, alimentada pelas incertezas geopolíticas no Oriente Médio, com a crise entre os Houthis do Iêmen e a Arábia Saudita. Não é a primeira vez que o petróleo pressiona os mercados europeus, como já destacamos em 14 de setembro.

O índice pan‑europeu Stoxx 600 terminou as negociações com recuo de 1,00%, a 630,25 pontos. Entre os principais índices, o FTSE 100 de Londres fechou em baixa de 0,79%, a 10.458,50 pontos; o DAX de Frankfurt recuou 1,35%, a 25.104,36 pontos; e o CAC 40 de Paris registrou perda de 1,22%, a 7.769,21 pontos. A cotação do euro, que acompanha de perto essas oscilações, esteve em R$5,60 na quarta‑feira, conforme nossa cobertura de 7 de outubro.

Os juros dos títulos franceses permaneceram em foco nas negociações orçamentárias, com o governo do presidente Emmanuel Macron mantendo a meta de limitar o déficit a 5% do Produto Interno Bruto (PIB).

Em análise, o banco ING apontou que o plano fiscal da candidata à presidência Marine Le Pen “pode dar um suporte momentâneo aos OATs, mas a falta de credibilidade e a incerteza eleitoral à frente ainda apontam para riscos de alargamento dos spreads”.

O avanço do petróleo, após os Houthis reivindicarem novos ataques na Arábia Saudita, também pressionou as negociações europeias. Apesar da alta dos preços de energia, o dirigente do Banco Central Europeu (BCE) Álvaro Santos Pereira, de Portugal, afirmou que os níveis atuais de inflação e de inflação subjacente estão muito abaixo dos observados durante o choque de energia de 2022, e que não há, neste momento, efeitos de segunda ordem.

Outro representante do BCE, Primoz Dolenc, da Eslovênia, ressaltou que a postura atual de política monetária da zona do euro permitirá às autoridades reagir a qualquer choque.

A produção industrial da Alemanha subiu 2% em agosto em relação a julho, e, para o ING, a recuperação indica que o impacto econômico da onda de calor e da seca no período foi menos severo do que se temia.

Entre os destaques acionários, o setor bancário recuou 3,3%, com quedas lideradas por instituições francesas, como Société Générale (-5,1%) e BNP Paribas (-4,1%). Em Amsterdã, o ABN AMRO recuou 3,8% depois que o governo da Holanda anunciou a intenção de reduzir sua participação no banco para 10,5%.

No setor automobilístico, a Porsche caiu 0,5% após comunicar que pretende tornar seus carros ainda mais exclusivos, ao mesmo tempo em que continua cortando custos e simplificando operações visando à rentabilidade.

*Com informações da Dow Jones Newswires

Com informacoes de Money Times.

Ronaldo Batista Souza

Sobre o Autor: Ronaldo Batista Souza

Dinho é o especialista em dinheiro do MOTNAF.NEWS. Vive de olho na economia, nos benefícios e em tudo que mexe com o seu bolso — se envolve grana, ele está de plantão. Acompanha o PIX, o Bolsa Família, o INSS, o FGTS e os investimentos com o cuidado de quem entende do assunto. Do salário mínimo à Bolsa de Valores, nenhuma novidade passa batido. Explica o complicado de um jeito simples, sem economês chato pra ninguém ficar perdido. Mostra o que muda na prática e como você pode cuidar melhor do seu dinheiro. Seu compromisso é te ajudar a não perder prazo, direito nem oportunidade. Sempre ágil, traz a informação certa na hora certa. Cada matéria é feita pensando em quem quer o bolso mais tranquilo. É MOTNAF.NEWS, é economia de verdade.