Barcelona falha ao contratar Gvardiol e encerra janela sem zagueiro
Durante a última janela de transferências, o Barcelona manteve o foco em Josko Gvardiol, zagueiro croata de 24 anos, que era visto como solução para múltiplas carências defensivas. O clube, juntamente com o técnico Hansi Flick, considerou o defensor capaz de atuar como zagueiro central ou lateral‑esquerdo, oferecendo qualidade na saída de bola, força física e participação ativa na construção de jogadas.
Entretanto, a negociação encontrou obstáculos críticos. Desde sua chegada ao Manchester City, em 2023, Gvardiol ocupou posição de destaque após o clube inglês desembolsar cerca de 90 milhões de euros ao retirar o jogador do RB Leipzig. O contrato original tinha término previsto para 2028, mas o City buscava melhorar as condições salariais do croata, que já possuía remuneração elevada.
O Barcelona, que precisava equilibrar suas finanças, não dispunha de um jogador disponível nem de uma equação financeira que tornasse viável a contratação. Segundo o jornal “Mundo Deportivo”, Gvardiol não demonstrava interesse em deixar o Manchester City, principalmente porque o clube já havia apresentado proposta de renovação. A mudança no comando técnico do City, com a chegada de Enzo Maresca após a saída de Pep Guardiola, não alterou a postura do jogador; ao contrário, ele declarou publicamente que Maresca era o “cara perfeito” para assumir a equipe.
Em 28 de julho, o Manchester City oficializou a renovação de Gvardiol até o verão de 2031, ampliando o vínculo em três anos além do término original em 2028. O zagueiro afirmou que, ao saber da intenção do clube em prolongar seu contrato, percebeu imediatamente que era o que desejava. Hugo Viana, diretor de futebol do City, ressaltou que o croata queria permanecer e continuar como peça importante.
Com a porta de Gvardiol fechada, o Barcelona encerrou a janela de transferências sem contratar um novo zagueiro. O clube concentrou suas contratações em outros setores: chegaram Anthony Gordon, Karim Adeyemi, Rodri, Gabriel Jesus, Jesse Bisiwu e Dominik Livaković. A lista oficial ainda inclui João Cancelo, que retornou ao clube em definitivo. A ausência de reforço defensivo ganha relevância adicional após o empréstimo de Ronald Araújo ao Liverpool.
Não é a primeira vez que o Manchester City demonstra firmeza em manter seus jogadores, como ficou evidente nas recentes discussões sobre sanções financeiras e no caso Everton, que gerou grande repercussão no cenário da Premier League.
Com informacoes de Trivela.

