Angiru surge como nova rede social que revive o visual e recursos do Orkut em 2026
Em 2026, os nostálgicos do Orkut contam com uma alternativa que tenta reproduzir a experiência da rede social que marcou a internet brasileira nos anos 2000. O Angiru, criado no Paraguai, surge como um serviço independente que incorpora perfis, comunidades, amigos, fotos e depoimentos, elementos que eram característicos do Orkut original.
O projeto foi desenvolvido pela empresa paraguaia Softwarani E.A.S. e recebeu o nome Angiru, palavra proveniente do guarani que significa “amigo”. Embora se inspire fortemente no visual e nas funcionalidades do Orkut, o Angiru não tem vínculo oficial com o Google e não oferece nenhum mecanismo para recuperar contas, fotos, mensagens ou comunidades da plataforma encerrada em 2014.
Para usar o Angiru, o usuário precisa criar um novo perfil diretamente no site, que funciona exclusivamente via navegador e dispõe de interface em português. Não há necessidade de instalar aplicativos ou programas adicionais. A proposta da plataforma privilegia a organização em torno de perfis, amizades e comunidades, ao contrário das redes atuais que se concentram em um feed de publicações.
Os recursos sociais mais nostálgicos estão de volta: é possível criar e participar de comunidades temáticas, manter um perfil pessoal e interagir com outros usuários. Os depoimentos, que permitiam que terceiros escrevessem mensagens exibidas no perfil de alguém, também foram reincorporados, reforçando a dinâmica que era comum no Orkut. Além disso, o Angiru oferece funcionalidades tradicionais de fotos e publicações.
Importante esclarecer que o Angiru foi construído sobre uma infraestrutura nova, sem utilizar os servidores ou bancos de dados do Orkut original. Por isso, não há como importar automaticamente a lista de amigos, fotos, comunidades ou mensagens que pertenciam à conta antiga. Cada usuário inicia sua jornada a partir do zero, criando um novo usuário, buscando contatos e ingressando em comunidades.
Visualmente, a plataforma busca reproduzir a estética do Orkut, com páginas de perfil e elementos que remetem à rede dos anos 2000. Essa escolha tem gerado circulação de imagens da nova interface entre usuários brasileiros que reconhecem a referência. Contudo, apesar da semelhança visual, o Angiru opera com tecnologia atual, o que o diferencia do serviço que foi descontinuado há mais de uma década.
Como em qualquer serviço digital recente, o Angiru recomenda cuidados de segurança, como a criação de senha exclusiva que não seja reutilizada em e‑mails, outras redes sociais ou contas financeiras. O Orkut permanece encerrado, e o que se apresenta agora é uma rede independente que tenta reviver parte da experiência que marcou a internet brasileira, oferecendo perfis, comunidades, amizades e depoimentos, mas exigindo a criação de uma conta nova e sem acesso aos dados históricos.
Com informacoes de Canaltech.

